Da redação Portal Lei e Política Edit...
A meta é ousada, mas o cronograma está avançando rigorosamente em dia. No período de 30 dias, as equipes pretendem colher mais de 3.500 entrevistas presenciais.
Olho no Olho Durante o Trajeto
Diferente de enquetes virtuais ou formulários estáticos, a metodologia da pesquisa aposta na realidade do dia a dia. Os pesquisadores do IPEDF realizam as entrevistas durante as viagens, vivenciando o mesmo trajeto, o tempo de espera e o clima dentro dos veículos que os usuários enfrentam diariamente.
Para garantir a segurança e a legitimidade do processo, todos os entrevistadores estão trabalhando devidamente caracterizados:
Identificação Visual: Uso obrigatório do colete oficial do IPEDF.
Credenciamento: Crachá visível com nome e registro institucional.
Abrangência: Circulação em linhas de ônibus de todas as regiões administrativas do DF.
O foco do questionário é munir a Semob de dados concretos para exigir melhorias das concessionárias e planejar novas rotas. Os passageiros respondem sobre quesitos cruciais da rotina de mobilidade:
| Critério de Avaliação | Foco da Investigação |
| Regularidade e Pontualidade | Cumprimento de horários e tempo de espera nas paradas. |
| Conforto e Limpeza | Estado de conservação da frota e lotação dos veículos. |
| Conduta Profissional | Atendimento e direção dos motoristas e cobradores. |
| Acessibilidade e Rotas | Facilidade de embarque e eficiência dos itinerários atuais. |
"Sempre ouvimos que o transporte ia mudar, mas é a primeira vez que vejo alguém entrar no ônibus no meio do sufoco para perguntar o que a gente realmente acha. Tomara que as respostas virem ônibus novos nas ruas", comentou a auxiliar de serviços gerais Maria das Dores, de 42 anos, moradora de Ceilândia, que respondeu à pesquisa nesta semana.
Próximos Passos e Transparência
Com o cumprimento desta promessa de escuta ativa, o governo do DF espera consolidar o diagnóstico do setor no segundo semestre. Após o encerramento do prazo de 30 dias de coleta, os dados serão tabulados pelo IPEDF e entregues à Secretaria de Transporte e Mobilidade.
O relatório final servirá de base técnica para redesenhar linhas deficitárias, aplicar penalidades se houver descumprimento de contratos pelas empresas e balizar os investimentos de infraestrutura viária no Distrito Federal.


Nenhum comentário