O Programa Viver 60+, que já beneficia mais de 11 mil idosos no Distrito Federal, agora conta com uma nova unidade no Lago Sul. - PORTAL DE NOTÍCIAS TIKPOP
Iniciativa da Sejus chegará à nova região nos próximos dias, reforçando o objetivo de levar o cuidado com a saúde física e mental na ter...
Iniciativa
da Sejus chegará à nova região nos próximos dias, reforçando o objetivo
de levar o cuidado com a saúde física e mental na terceira idade a toda
a capital federal; projeto já conta com 47 polos espalhados pelo
Distrito Federal
Nos
próximos dias, o programa Viver 60+, da Secretaria de Justiça e
Cidadania do Distrito Federal (Sejus), vai se expandir e alcançar mais
uma região: o Lago Sul. A partir do dia 25, à tarde, os atendimentos
serão prestados na administração da cidade, na QI 11. A ampliação
reforça uma das principais premissas do projeto: o combate ao isolamento
e o cuidado com a pessoa idosa devem alcançar todos os territórios.
Consolidado como uma política pública permanente de governo, o programa
focado em atividades físicas, culturais e de lazer já atende mais de 11
mil idosos no DF.
Fisioterapia,
pilates e a musculação estão entre as modalidades mais procuradas pelos
idosos | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília
A
subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus, Dolores
Moreira da Costa Ferreira, explica que a chegada ao Lago Sul
desmistifica a ideia de que apenas regiões mais vulneráveis precisam de
atenção governamental nessa área. "Não é sobre a condição social, é
sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em
depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque
idosos passam por perdas", destaca.
Segundo
a subsecretária, o objetivo central é "fortalecer a política pública da
pessoa idosa nos territórios, contribuir para que as famílias tenham um
cuidado com sua pessoa idosa e fortaleçam esse vínculo".
Atualmente,
o Distrito Federal tem 47 polos do Viver 60+, distribuídos em 20
regiões administrativas, que oferecem cerca de 56 turmas de atividades
diversas. Desse total, 41 unidades são mantidas de forma direta pela
Sejus em espaços cedidos pelas comunidades.
Além
de atividades físicas, participantes do projeto têm aulas de
artesanato, crochê, customização de roupas e acessórios, inclusão
digital, fotografia
Núcleos itinerantes
Os
outros seis polos funcionam de forma itinerante, viabilizados por um
termo de fomento no valor de R$ 4 milhões com organizações da sociedade
civil (OSCs). Com a expectativa de atender até 9 mil idosos ao longo do
ano, esses núcleos itinerantes permanecem por dois meses em cada cidade,
oferecendo uma estrutura completa antes de seguir para a próxima
parada.
"Não
é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está
isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio.
Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas"
Dolores Moreira da Costa Ferreira, subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus
O
polo mais recente desse modelo começou a funcionar na Quadra 102 do
Recanto das Emas, no dia 4 deste nÇesm e foi um sucesso imediato. "Em
menos de uma semana, em cinco dias, já tínhamos 160 inscritos", comemora
Marli Andrade, coordenadora do núcleo.
Segundo
Marli, o cronograma é atrativo e gera de 1 mil a 1,2 mil atendimentos,
já que os idosos costumam se matricular em mais de uma aula. "Nós temos
ginástica, fisioterapia, pilates, dança, inclusão digital, informática,
fotografia, artesanato, crochê, musculação, customização de roupas e
acessórios e psicologia. As modalidades que têm mais procura são a
fisioterapia, o pilates e a musculação", detalha a coordenadora.
Até
o fim do ano, o núcleo itinerante passará ainda por São Sebastião,
Itapoã e Plano Piloto. "É muito gratificante. A gente vê o nosso
trabalho sendo reconhecido e bem-aceito por eles. Eles pegam um carinho
tão grande pela gente!", celebra Marli.
Fim das dores e novas amizades
O
impacto na qualidade de vida dos participantes é tão significativo que
muitos idosos viajam entre as cidades para continuar acompanhando o
núcleo itinerante. É o caso da aposentada Regina Luzia Pereira, de 63
anos, que iniciou as atividades no Sol Nascente, acompanhou o projeto
até Samambaia e, agora, frequenta o núcleo do Recanto das Emas. "Eu
ficava lá em casa sem ter o que fazer, deitada, assistindo à televisão,
comendo. Agora, todo dia levanto cedo, pego o ônibus e estou aqui",
conta a moradora do Sol Nascente, que hoje preenche as manhãs com aulas
de crochê e musculação.
Para
Francisca Moreira de Araújo, 69, aluna de informática e musculação, o
programa foi essencial para recuperar a mobilidade. "Teve uma época em
que eu nem conseguia me mexer. Meu braço não subia, eu não me levantava
nem virava", relembra. Hoje, ao mostrar a mobilidade recuperada, ela
comemora a melhora física: "Eu vou orar muito a Deus para vir mais
vezes, porque é muito bom. Gosto muito dos exercícios".
Além
do fortalecimento físico promovido por atividades como pilates e
ginástica, o Viver 60+ oferece suporte psicológico e atua diretamente no
combate à solidão. O casal Sinesio Gomes Mendes, 65 , e Maria de Fátima
Antunes, 62, relata que a convivência substituiu o silêncio da casa
vazia. "É maravilhoso porque, além da interação com outras pessoas,
acaba que os filhos crescem e têm a vida deles, né? E a gente acaba
tendo um círculo muito grande de amizades", conta Maria de Fátima, ao
frisar a importância do acolhimento e da saúde mental proporcionados
pelo projeto. Ao lado do marido, ela pratica musculação. "O pessoal é
bem acolhedor. É muito bom vir", complementa.
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