BRASÍLIA – Em sessão solene realizada nesta segunda-feira (11) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a governadora Celina L...
O programa atua na ponta, oferecendo orientação, encaminhamento e suporte emocional, além de promover capacitações educativas para que lideranças religiosas saibam como agir ao identificar casos de abuso ou agressão em suas comunidades.
A Igreja como Primeira Rede de Proteção
Durante o evento, a governadora Celina Leão enfatizou que a segurança das mulheres é uma responsabilidade compartilhada entre o Estado e a sociedade civil. Para a chefe do Executivo, quebrar o silêncio em espaços religiosos é um passo fundamental para salvar vidas.
“Maria simboliza força e resiliência. O Estado tem a missão de cuidar, mas essa responsabilidade precisa ser compartilhada. O que antes era tabu em espaços religiosos, hoje é uma missão, pois ninguém merece sofrer violência ou ter que pedir pelo direito de existir”, declarou a governadora.
Celina trouxe dados alarmantes para justificar a urgência da cooperação: em 2025, o DF registrou quase 20 mil ocorrências de violência contra a mulher. Segundo ela, a comunidade religiosa costuma ser o primeiro local onde a vítima busca socorro antes mesmo de procurar uma delegacia.
Resultados e Metodologia
Desde o seu lançamento, o "Não Temas, Maria" já alcançou cerca de duas mil pessoas por meio de:
Treinamentos específicos para lideranças religiosas;
Visitas técnicas aos equipamentos da Secretaria da Mulher;
Encontros de conscientização e prevenção.
Um dos principais marcos do projeto é o protocolo de atuação padronizado, que orienta como as instituições religiosas devem acolher as vítimas e encaminhá-las corretamente aos órgãos especializados de atendimento.
Transformação Social
A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, reforçou que a união entre o Executivo, o Legislativo e as igrejas tem o poder de quebrar ciclos geracionais de violência. “Quando cuidamos da mulher, estamos cuidando de toda a família. Essa união é o que nos permite transformar a realidade social do Distrito Federal”, afirmou.
Serviço: Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência, procure ajuda.
Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180
Polícia Militar: Ligue 190
Canais do GDF: Procure a Secretaria da Mulher ou o Centro de Atendimento à Mulher (Ceam) mais próximo.
Da redação do Portal de Notícias Lei e Política, por Carlindo Medeiros Jornalista
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