O programa Desenrola B r asi l, u m a i n icia t i va d o go v erno fede r al , começará em fevereiro e v i sa a ju d ar milhões ...
O programa Desenrola Brasil, uma iniciativa do governo federal, começará em fevereiro e visa ajudar milhões de brasileiros endividados. Anunciado recentemente, o programa pode oferecer descontos de até 90% para a quitação de dívidas antigas. Por exemplo, uma dívida inicial de R$ 5 mil poderia ser quitada pagando apenas R$ 500.
O plano é que o governo compre essas dívidas de bancos e empresas com enormes descontos e depois repasse esses benefícios aos consumidores. Espera-se que até 15 milhões de brasileiros sejam beneficiados, com opções de pagamento à vista ou parcelado, sujeita a aplicação de juros. Cerca de 55% dessas dívidas não são bancárias, abrangendo contas de serviços essenciais como água, luz e telefonia, além de débitos no varejo.
As dívidas relacionadas a serviços básicos representam 20% do total, conforme dados apresentados no lançamento da medida provisória pelo presidente Lula em São Paulo. O governo comprará dívidas antigas, oferecendo condições especiais para facilitar sua quitação. As primeiras negociações estão previstas para fevereiro de 2027.
Quem poderá aproveitar os benefícios? Principalmente aqueles com dívidas originais abaixo de R$ 10 mil, pendentes há mais de dois anos, mas menos de quatro anos e meio. Um dos principais atrativos do Desenrola é a possibilidade de reduzir significativamente uma dívida antiga, por exemplo, reduzindo uma dívida de R$ 5 mil para apenas R$ 500.
Também será possível parcelar as dívidas, mas haverá a cobrança de juros, cujas taxas serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional. O novo formato do Desenrola permite que o governo adquira grandes volumes de dívidas antigas. As instituições interessadas participarão de leilões, oferecendo descontos de pelo menos 90%. As propostas mais vantajosas terão prioridade.
O objetivo é repassar todos os descontos obtidos nas negociações para as famílias. A União poderia comprar um conjunto de dívidas por R$ 1 milhão, que originalmente somavam R$ 10 milhões com um desconto de 90%. Até R$ 15 bilhões serão destinados à compra dessas dívidas, com a previsão de alcançar até R$ 150 bilhões em débitos elegíveis e renegociar efetivamente R$ 75 bilhões.
Os critérios para inclusão no programa são dívidas pessoais abaixo de R$ 10 mil, atrasadas entre 720 e 1645 dias até setembro de 2026. A iniciativa foca especialmente em quem tem pendências antigas e dificuldade em negociar grandes valores. O Ministério da Fazenda poderá ainda definir critérios adicionais.
As negociações, entretanto, começarão somente após algumas etapas. Em novembro deste ano, será publicado um chamamento para os credores. Em dezembro, bancos e empresas deverão apresentar suas ofertas para venda das dívidas. Em janeiro de 2027, o governo escolherá as propostas. A previsão é que as renegociações comecem em fevereiro. Consumidores devem aguardar orientações oficiais e desconfiar de promessas de descontos imediatos ou solicitações de pagamentos antecipados.
O anúncio ocorre enquanto milhões enfrentam dificuldades financeiras no Brasil. Em agosto deste ano, havia 83,9 milhões de brasileiros negativados, acumulando um estoque de R$ 592 bilhões em dívidas atrasadas.

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