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O governador revisita suas realizações e encerra o mandato destacando as transformações no Distrito Federal.
Em uma fala marcada por enumeração de entregas e por grande emoção, Ibaneis percorreu, quase como um roteiro geográfico, as principais intervenções de seu governo. Citou desde melhorias no trânsito até a expansão de serviços públicos em regiões historicamente carentes.
“Onde você anda no Distrito Federal, tem obra, tem transformação”, afirmou, ao lembrar intervenções como o viaduto do Jardim Botânico, a duplicação da DF-250 e o complexo viário que conecta Sobradinho ao Plano Piloto. Segundo ele, deslocamentos que antes levavam horas foram reduzidos a poucos minutos.
O túnel de Taguatinga, classificado pelo governador como a “cereja do bolo”, também ganhou destaque. “Ninguém acreditava que ia acontecer. E está aí, beneficiando toda uma população”, disse, citando moradores de Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas.
Ele listou pavimentação, drenagem, equipamentos públicos e construção de estruturas como restaurante comunitário, escolas, rodoviária e unidades de segurança. Em Vicente Pires, relembrou o cenário inicial de “lama e buraco” e contrastou com a atual urbanização consolidada.
Na área habitacional, o governador destacou a meta de mais de 100 mil moradias nos próximos anos e relembrou episódios simbólicos, como a entrega de chaves a beneficiários. “Isso é transformação de vida”, afirmou.
A regularização fundiária também apareceu como um dos pilares do governo. Segundo Ibaneis, milhares de escrituras foram entregues, incluindo em áreas rurais e templos religiosos. “As pessoas esperavam há 50, 60 anos por esse documento”, disse.
Saúde e pós-pandemia
Ao abordar a saúde, o governador relembrou o impacto da pandemia de COVID-19 e o redirecionamento de recursos. “Vivemos dois anos de muito sofrimento, mas cuidamos da população com todos os recursos disponíveis”, afirmou.
Entre as entregas, citou a ampliação de UPAs, construção de unidades básicas, contratação de cerca de 8 mil profissionais e obras de novos hospitais. Também mencionou a expansão de serviços voltados à saúde mental..
Na área social, Ibaneis enfatizou a ampliação dos restaurantes comunitários e a oferta de três refeições diárias a preços simbólicos. “Hoje, ninguém precisa passar fome no Distrito Federal”, declarou.
O programa rendeu reconhecimento nacional, com o DF alcançando destaque em segurança alimentar. “É motivo de orgulho saber que estamos cuidando de quem mais precisa”, disse.
O discurso também incluiu ações no campo, como distribuição de kits de irrigação, aumento da compra de alimentos da agricultura familiar e regularização de terras. “Hoje o produtor pode bater no peito e dizer: isso aqui é meu”, afirmou.
Despedida e novo horizonte
Ao final, o tom foi de despedida , mas também de continuidade política. O discurso deste sábado marca o encerramento de um ciclo de 7 anos e 3 meses à frente do GDF e o início de outro: a corrida por uma das duas cadeira no Senado Federal pelo DF.
Sem anunciar formalmente no evento, Ibaneis deixou implícito o próximo passo ao reforçar o legado e a necessidade de seguir “trabalhando pelo Distrito Federal”.
Nos bastidores, a candidatura é dada como certa e deve ser confirmada nas convenções partidárias, inserindo o governador em uma disputa que promete redesenhar o cenário político local.
Ao deixar o cargo, Ibaneis Rocha sai da função mas deixa o legado de um governo que, “transformou a vida de milhares de pessoas” e segue transformando a história do Distrito Federal, um marco que é para poucos.

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