Equipe multiprofissional do laboratório debruça-se diariamente sobre amostras de insetos e animais peçonhentos. Foto: Sandro Araújo/Agênc...
Equipe multiprofissional do laboratório debruça-se diariamente sobre amostras de insetos e animais peçonhentos. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
Laboratório de Entomologia Médica trabalha com amostras de insetos transmissores de doenças e animais peçonhentos. Material é coletado por agentes ou entregue pela população
Gabriel Silveira, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura
O Laboratório de Entomologia Médica (LEM) tem como objetivo estudar animais que representam risco à saúde humana. A missão é clara: contribuir para a identificação, a prevenção e o controle dos fatores de risco relacionados ao meio ambiente. O trabalho é extenso. Na unidade Secretaria de Saúde (SES-DF), é feita, por exemplo, a identificação de barbeiros – vetores do parasita Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas.
O laboratório faz parte da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e conta com equipe composta por biólogos e técnicos em laboratório que, diariamente, debruçam-se sobre amostras de insetos e animais peçonhentos. “Aqui, participamos da coleta de amostras; fazemos análises laboratoriais e dos dados; prescrevemos recomendações e, muitas vezes, nós mesmos realizamos as intervenções necessárias”, detalha a bióloga do LEM, Kenia Cristina.
Esses profissionais apontam, ainda, o uso de ferramentas como ovitrampas e geoprocessamento para identificar focos do Aedes aegypti. São eles também que indicam a implementação de ações como larvicidas, inseticidas e outras tecnologias para o monitoramento e o combate ao mosquito causador da dengue, febre amarela, zika e chikungunya.
Aliados fundamentais
Os Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) são aliados fundamentais do trabalho feito em laboratório. A atividade em campo, para coleta do material biológico, é a primeira etapa desse processo.
Além do passo técnico, o monitoramento também conta com a participação da população, que comumente entrega espécimes encontrados à sede da Dival, localizada no Noroeste. Os animais também podem ser entregues em um dos 15 Núcleos de Vigilância Ambiental distribuídos pelo DF.
“Tudo o que chega aqui, consideramos importante. É um sinal de que as pessoas estão mobilizadas, atentas e cuidando de suas casas, de suas famílias”, aponta a também bióloga do LEM, Vilma Feitosa.
Vigilância em Saúde
A Vigilância em Saúde trabalha na prevenção, promoção, redução, eliminação dos riscos e agravos à saúde da sociedade do DF. As atividades realizadas pela Dival cumprem o objetivo de conhecer e detectar as mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com finalidade de recomendar e antecipar medidas ou apontar ações de controle.

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