Utilização de livros de colorir integra projeto de humanização voltado ao bem-estar emocional das gestantes (Foto: Unsplash) Um instrumen...
Utilização de livros de colorir integra projeto de humanização voltado ao bem-estar emocional das gestantes (Foto: Unsplash)
Um
instrumento simples, mas com fundamentação científica, tem transformado
a experiência de mulheres em trabalho de parto no Hospital Estadual da
Mulher (Hemu), ao buscar o controle da ansiedade das gestantes.
Desenvolvida
pela Residência de Enfermagem Obstétrica da unidade, a utilização de
livros de colorir integra um projeto de humanização voltado ao bem-estar
emocional das gestantes.
A iniciativa demonstra que o
conforto emocional impacta diretamente a saúde do binômio mãe-bebê.
Segundo a coordenadora da Residência de Enfermagem Obstetrícia do Hemu,
Amanda Santos Fernandes Coelho, a proposta reforça o protagonismo
feminino no parto.
“Quando
oferecemos estratégias que ajudam a mulher a se sentir mais segura e
acolhida, estamos fortalecendo sua autonomia e contribuindo diretamente
para melhores desfechos maternos e neonatais. Humanizar é oferecer
cuidado baseado em evidências, mas também sensível às necessidades
emocionais de cada gestante”, afirmou.
Técnica contribui para amenizar ansiedade antes do parto (Foto: Hélmiton Prateado)
Controle de ansiedade antes do parto
Ao
segurar os lápis e preencher cada desenho, a gestante melhora o foco e a
respiração, reduz a ansiedade e ressignifica a experiência do parto. O que poderia ser medo se transforma em presença; o que poderia ser tensão, em confiança.
A
prática favorece o relaxamento, promove sensação de controle e
fortalece o vínculo com o momento do nascimento, contribuindo para um
ambiente hospitalar mais acolhedor e centrado na mulher.
Assistência humanizada
Nesse
contexto, humanizar a assistência não é um detalhe, mas uma estratégia
segura e alinhada às evidências científicas, com repercussões positivas
nos desfechos maternos e neonatais.
A enfermagem obstétrica é
ciência, técnica e tomada de decisão baseada em evidências, mas também é
escuta qualificada, com olhar atento e presença que transmite
segurança.
“Ao
incorporar ações como essa ao cuidado, integramos conhecimento técnico e
sensibilidade, promovendo uma experiência de parto mais segura,
acolhedora e significativa para mulheres e seus bebês”, comentou Amanda.
Editado por Juliana Carnevalli via Secretaria da Saúde - Governo de Goiás
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